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Programa de Autodefensoria
A Autodefensoria no Movimento Apaeano vem se estruturando na medida em que as Apaes abrem espaço para a participação direta de seus alunos, motivando-os a se manifestarem sobre determinados assuntos de interesse dos demais colegas e sobre a temática da pessoa com deficiência intelectual e múltipla nas políticas sociais.

Assim, um representante do sexo masculino e uma do sexo feminino, eleitos pelos seus colegas, com assento e voz, têm presença assegurada em todos os eventos oficiais promovidos pelas respectivas instâncias: nas Apaes, nas Federações das Apaes nos Estados e na Federação Nacional das Apaes, inclusive em todas as Assembléias e reuniões da Diretoria.

E a missão deles consiste na defesa dos interesses das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Para isso, devem contar com uma preparação ativa que os possibilitem a defender suas posições. Eles podem sugerir ações que aperfeiçoem o seu atendimento e sua participação em todos os seguimentos da sociedade.  Como porta-vozes de seus companheiros, a participação deles faz uma grande diferença, de forma positiva, que pode ajudar os demais membros da Diretoria a desenvolver habilidades no tratamento da pessoa com deficiência.

A Rede Apae não pode esquecer, em nenhum momento, que a razão de todo o trabalho desenvolvido são as pessoas com deficiência intelectual e múltipla. São elas as mais interessadas no funcionamento das instituições. Por isso, a Rede Apae deve facilitar o intercâmbio, promover a troca de informações e conhecer as expectativas desse seu público, como forma de auxiliar os dirigentes na formulação de planejamentos estratégicos e planos de ação.

O Programa de Autodefensoria é a grande bandeira da Rede Apae em defesa da valorização da diversidade e à promoção da dignidade das crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência intelectual e múltipla. O desafio é trabalhar pelo crescimento e desenvolvimento dessas pessoas, considerando suas necessidades e anseios, e contribuir para a sua inserção social.

Por meio do Programa, a pessoa com deficiência intelectual é incentivada a gerenciar sua própria vida cotidiana, na medida de suas possibilidades. É importante que ela faça suas próprias opções para o atendimento de suas necessidades individuais e a ampliação de suas possibilidades existenciais.

Propiciar condições psicossociais para o desenvolvimento de autonomia da pessoa com deficiência intelectual não é uma tarefa fácil. A proposta se contrapõe diretamente à concepção tradicional estereotipada da pessoa com deficiência intelectual como um indivíduo incapaz e dependente.

As possibilidades do indivíduo não constituem uma característica ou condição intrínseca fixa, determinada por seu diagnóstico clínico ou outra medida equivalente. Ao contrário, essas se ampliam na medida em que lhe proporcionamos suportes e condições adequadas de aprendizagem, nos diversos campos.

Atualmente, o responsável pela Coordenação de Autodefensores da Federação Nacional das Apaes é o Adnilson Marins dos Santos, que também é o representante titular da Federação no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade).